28.4.06

confissão da xícara ao bule de café.

minha face é iluminura, hipérbole patética não acontecida. pasmo sigo no pasto da solidão consentida, a esperar a fresta do tempo, a fenda do ventre que vai fecundar o caminho. meus olhos ressentidos recusam. pressinto o gesto antes dele ocupar o espaço e antecipo o aceno. patético poético paleativo sintético, o poeta é como flor mumificada, dormindo no entre folhas da agenda do ano passado. as palavras boiam na água do entendimento, quando tudo soa lamento e amar é sentir-se banhado em tormento. a pálida figura requer patente para olhar as coisas de frente, ledo engano dormente: de nada adianta tentar compreender, posto que a dor só é dor em quem sente.

3 De lírio(s):

Anonymous Anônimo ...

foi lendo e parecendo que tavam arrancando um pedaço de ti.

29 abril, 2006 14:16  
Anonymous Lis ...

:) Finalmente vejo a cara da figura...
sensível, o texto. Parabéns ;)
beijo!

30 abril, 2006 20:54  
Anonymous Anônimo ...

foi correndo e perdendo o maior ato de mim

02 maio, 2006 08:27  

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