30.8.05




Batuques e Cantos leva ao palco 8 integrantes do Caçuá que durante 1 hora e 10 minutos mostram a rica variedade de amarrações e pisadas coletadas com os Mestres da cultura popular do estado de Alagoas e de Pernambuco.Músicas de/ou coletadas com Sinhá Baunga, Mestre Alexandre, Dona Liu, de Piaçabuçu; Mestra Ilda do Coco e Mestre Verdilinho, de Maceió; da pára-Mestra Jôse, além de pesquisadores como Naldinho, e de composições do próprio Grupo, estão presentes no espetáculo.Todas as pesquisas, embora com suas divergências, deixam claro que a origem deste ritmo vem dos negros africanos, muito embora, existem grandes possibilidades de o mesmo ter sido criado no Brasil, com base nos ritmos da África. A presença de elementos negros no palco pode ser observada em canções (como a Lenda da Liberdade, de Del Irerê), no figurino e em trechos de poemas que abordam traços da cultura e da história desta família étnico-racial.

O ataque ao Pentágono

Algumas curiosidades do Ataque ao Pentágono do 11 de Setembro >>>

29.8.05

Salve Salve Estrelinha

Não se é preciso forçar as lágrimas
Para se fazer uma homenagem à alguém...

Rá!!!
Salve!! Salve Irmão!!

18.8.05

Pátria Mãe Gentil

E a boca do menino se enchia de lágrimas
Da dor da fome que um dia conhecia
O cheiro forte do sangue derramado
Manchando o hálito forte de quem cheira
Apenas para achar a felicidade

Entre uma mordida e uma olhada
Nos passageiros do ônibus
Com seus olhares de caridade
E suas mãos sempre fechadas

Os olhos do menino cuspiam gofadas
De dúvida, mentiras, solidão e paciência
Sim, muita paciência para tentar entender
O que aquele zunido significava
Que os carros que ali passeavam
Não lhe distribuíam moedas
Por culpa de sua própria mãe

- ? -

Só por curiosidade...

Alguém aí sabe onde estão meus versos?

7.8.05

Teoria da Simplicidade dos Computadores

Ao som de algo que não se cansa, imaginação fértil dos desajeitados do mundo de sujeitos não passivos. Ao que não me falhe a memória, Mariazinha, a dona de toda a geração de bons homens do universo global, chorou ao ver os fígados enrijecidos pela natureza alcóolica das coisas. Os pensamentos vêm e vão nos papos re-fundamentados nas mesas de bar em bares. E a palavra "mágoa" se repete ao fundo do consciente da narradora daquele tal livro que nunca li. Palavras soltas, que juntas, transmitem um tal qualquer assunto, que talvez nem me interesse, mas que eis uma interessante constante sobre a brincadeira que invento agora para conseguir ninar feliz:

Pois que mesmo que digas que os computadores são complicados, concordo com aquela loirinha que um dia disse que eles são bastante simples, pois trabalham apenas com duas constantes. Mas nós, nós somos piores, que além das 26 letras de um alfabeto inteiro, temos os sinais e os números, sem dizer que nos comunicamos com gestos, olhares, faces, sobrancelhas, há quem consiga falar até pelos cotovelos, ou seja, várias variáveis, que em conjunto, possuem a capacidade de formar outras várias variáveis, pois se eu digo "meu amorzinho" com um sorriso no rosto, ela responde "o que é?" com um outro sorriso, mas se eu falo "meu amorzinho" com o canto da boca levantado pra cima, ela responde "o que é?" do mesmo jeitinho. O que eu finalmente quero dizer com isso tudo? De início não queria dizer nada, apenas fui escrevendo, mas agora percebo o quanto somos complicados e complicamo-nos cada vez mais por sermos assim, "tão complicados" (com sobrancelhas voltadas para baixo e testa enrugada).

Voltemos a teoria da simplicidade dos computadores. Na verdade, aqui, faço uma analogia que o ser humano tem uma incrível mania de fazer "tempestades em copos de água", pois que estamos tão fadados ao raciocínio lento e preguiçoso, que se algo foge ao nosso padrão (alguns chamam de costume), para nós hoje simples, algo ainda mais simples (bem mais simples) nos chega aos olhos com um adjunto adverbial complicado e o cerébro já acha que será difícil processar (como talvez o seu tenha feito, quando usei 'com um adjunto adverbial complicado' ao invés de 'como complicado').

E neste circuito de raciocínios lentos e preguiçosos, flagramos ainda um outro sintoma de caráter bastante interessante, a amnésia sobre um assunto recente, pois que às vezes, dificultamos tanto nosso entendimento sobre um certo assunto bastante simples, que o cérebro muda de assunto (alguns chamam de viagem) temporariamente e quando volta à tona por qualquer motivo exterior, percebe: "Sobre o quê estávamos falando mesmo?".

Sim, você já passou por isso, principalmente naquelas ocasiões de discussões com seu parceiro (ou parceira), na qual você nem estava entendendo mais o que o mesmo (ou a mesma) estava falando e ao fim, talvez, você tenha tido que concordar, apenas por não saber o desfecho que ele (ou ela), sozinho, tomou de tal conversa e evitar uma nova confusão pela sua ausência de atenção sobre o simples assunto complicado. E no futuro, você repete o erro ao qual ele disse que você estava errada (no desfecho) e você responde que nunca disse que estava errada e o crime está feito. Voltasse toda a complicação baseada em coisas pequenas e simples.

Complicado isso tudo?

6.8.05

Thor Rolls a Joint

Caso possua uma Barbie, podemos marcar um encontro. Thor, faz AMOR GOSTOSO.


diz aí, se ele não é GATCHINHO.

4.8.05

A correnteza do rio

A correnteza do rio
Levou meu amor embora
Vai e pede pra saudade
Para trazer meu amor de volta

Eu lembro
Que há muito tempo
Os peixes vinham nos beijar
E Iemanjá sorria
E a alegria
Corria solta ao mar

A Lua
Sempre chegava vadia
Se despia e vinha dançar
A noite era regada de festa
Comerava-se a pesca
E o pescador a voltar

Mas Zé
Ô Zé! Não tem mais pesca não
Ô Zé! Pescador virou fantasia
Chega de tanta ilusão

Mas Zé
Olhando para essas vitrines
De tantas boutiques na televisão
Vai tentar sorte na cidade
Me deixa teus filhos e a minha oração

Murphologia



1.8.05

Sobretudo, isto!

Às vezes só me é preciso fechar os olhos para enxergar com clareza na imensidão do mar vazio do escuro infinito. E eis que passeio num cavalo alado pelo pensamento nosso, tangenciando as mentiras mudas, aprofundando nos gritos rocos da verdade que teima em não calar-se. E assim vou eu, sobrevoando teus olhos mirantes, às vezes trêmulos como num agonizante desejo de entregar-se em beijos cênicos. E assim vamos nós mais uma vez de lábios celados, rumo ao sofá macio deste deserto de oásis frágil, numa miragem ardente de nos tornarmos apenas um em um quão momento. Mas como um bom medroso, nunca entrego-me fácil e assim se vão, mil pedacinhos em vibratos coloridos derretendo-se ao ar, poluindo nossa nudez de selva virgem, fechando os portões da lagoa à beira daquele tão sonhado piquenique; e nos minutos de silêncio, o sussurar dos ponteiros segundos, terceiros, quartos, salas, cozinhas e banheiros. E nós alis; ali, ali e ali, parados. Às vezes só me é preciso abrir os olhos para cegar vazio o mar infinito da clareza escura. Às vezes só me é preciso o teu abraço quieto e apertado.