28.2.05

Um Paraíso após a Tempestade

Só os fortes sobreviverão
Pois que o que é da terra
É o mal
A luxiria de pecar

Só os belos sobreviverão
E nesta arca estamos todos
Nós, guerreiros da boa índole
Soldados da boa fé

Só aqueles que aprenderam a viver em comunidade sobreviverão
Eis que a natureza agradecerá
E após a tempestade, o paraíso
Após a correnteza, o rio
Limpo, lindo e calmo

Só os puros de coração sobreviverão
E será assim que nasceremos para o novo
Pro uso e desuso do disse e desdisse
E não nos abateremos mais
Em uma próxima oportunidade

Especialmente ao amigo Tainan Costa

Trote do DCE CEFET-AL

Gestão A Correnteza
"Por um CEFET sempre público"

Dia 04 de Março de 2005
Rua Mizael Domingues, rua em frente a entrada do CEFET
Apartir das 16hs


Apresentação das bandas:

Cruz de Brasa
Deyves
Altair Parereira
Poeira Nordestina
Fulano
Dona Maria

Alem de poesias e performances teatrais

27.2.05

Coisas da Manhã

É tão difícil entender os simples fatos
Que fazemos com que as complicações inúteis
Tornem parte de nossa péssima rotina mal vivida

Assim caminhamos
Rumo ao tal progresso
Dos que não sabem o que falam

Às vezes
Morremos de fome

25.2.05

"Sem mistério e romance o coração vira pedra"

Pedra lascada
Das que corta
Das que mata

Traz de novo
O velho
Envelhece

Rompe e
Interrompe

Deixa de ser criança

Diversão

Dando um tempo com os amigos
Malandragem na cevada
Jogando capoeira
Dando uma boa gargalhada
O que mais quero da vida
Nesta terra idolatrada?
Só saúde, educação
Paz e amor pra criançada

Este ócio me atinge
Miro o ângulo enluarado
Vário passos, Jaraguá
Diversão é o meu retrato
Só quero desta vida
Desta terra encharcada
Que Deus proteja a natureza
Esta fonte iluminada

Eu só preciso disso
Dando um tempo com os amigos
Mas eu só quero isso
Estar de bem sempre consigo

Artur Finizola e Beto Brito
em mais uma mesa dessas de bar

24.2.05

Voa Voa Andorinha

Voa voa andorinha
Vai chamar tuas amigas
E voa pra longe daqui
Anunciando a partida
De mais um verão

23.2.05

Mais um se foi...

Poxa... e eu nem sabia que foi ele quem escreveu Medo e Delírio em Las Vegas (O Filme)...

Suicídio...

Achei isso no blog da Pirofágica...

Mais notícias AQUI.

Inferno Particular dos Anjos

Deita aqui perto de mim
Hoje eu quero te fazer sorrisos
Pois creio que nesses momentos
Seus olhos são capazes de confessar seus pensamentos

Vem conversar baixinho
Deixa eu sentir o olor de tua pele
E brincar com seus pêlos

Vem soprar em meu ouvido
Vem fazer de conta que mais nada nesse mundo faz sentido

Vamos falar de saudade
E de como eu meço as palavras
Ou de como me satisfaço
No teu olhar misterioso

Deita aqui perto de mim
Vamos errar um pouco sobre a gente
Falar de como a humanidade é desumana
E de como o mundo é tão mundano

21.2.05

Objetos

Abra o seu Portal
Para que eu possa transceder entre seus universos
Deixe-me em caminho livre com sinais abertos

Abra os seus Portais
Para que possamos nos dar um singelo boa noite
Pois há no que farei antes de vencer meus olhos

20.2.05

Fim dos Dias

E lá se vai mais um
E na grande maioria
Vai-se como todos os outros

Amanhã
Talvez seja diferente
Como o de hoje
Que se vai assim tão contente

Irradiando sorriso em silêncio
Nos espelhos da alma
Tão desconfiados

Lá se foi mais um
Na pequena minoria
Foi-se como poucos outros

Sequências do FUCA

Pow!!! Sequências muito louca nesta 4º edição do FUCA, muito álcool, muita música, muita gente, muitos bêbados e otras cositas más. Foi bom a beça :)

Traço um sublinhado na apresentação da Dona Maria na noite de ontem que foi bom a beça (palavras de quem estava em cima do palco), foi bem como o esperado, graças... Principalmente a homenagem a nossa estrela brilhante, o Rá.

E terminando em sublinhados subliminares, confesso que acabei de chegar em casa ainda da noite de ontem e hoje também foi bom a beça. Isso aê, hoje é o última dia e eu estarei por lá.

18.2.05

Saudades desses carinhas...



Essa noite essa noite eu tive um sonho muito doido. Estávamos todos numa festa muita louca, Maceió em peso estava lá, parecia a versão maior de idade do FUCA. Vários ambientes, muitas drogas, muito rock, muito som eletrônico, muita gente muita maluca. O lance era organizado por um cara de fora que tinha vindo morar na cidade a pouco tempo e assim várias estória se desenrolaram. Mas o mais legal, foi ver o Gordão (5) chegando na parada com uma roupa de palhaço que mais parecia um pijama, foi muito divertido, ele tava um pouco frio, mas ao menos não estava cheio de gírias cariocas. Após um certo período aparece também o filho da Luz, o Lucas. Aí a festa tava feita, estavam presentes quase todas as pessoas que eu mais gosto na face da Terra. Foi folia a beça, aquele sentimento de saudade morrendo com a presença desses dois caras super-especiais para mim. Pensa que eu acordei e vi que elas não estavam por perto.

16.2.05

4º FUCA


Acontece, de 17 a 20 de fevereiro no Espaço Cultural da Praça Sinimbu o IV FUCA – Festival Universitário de Cultura e Arte, com o tema “A Cultura Como Identidade Social”. O evento, aberto a todo o público, é uma realização do Diretório Central dos Estudantes – DCE/UFAL, objetiva promover a cultura local, a crítica político-social e a interação dos estudantes com a sociedade.


No dia 17, quinta-feira, acontece a abertura do evento, a partir das 19h, com as atrações musicais Som do Beco (Ufal), Carcará, Calidoscopio, Barba de Gato e Mentalize Luz.


Na sexta-feira 18, a partir de 14 h, acontecem mesas redondas e grupos de discussão. As 16 h, começam as oficinas de Pífano, Mosaico, Fanzine, Malabares e Teatro. As 18 h, serão as apresentações folclóricas e à noite apresentam-se as bandas The Other Side, Santa Dica, Pássaros de Vidro, Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda e Atração Surpresa.


Dia 19, sábado, a partir das 14 horas, tem oficinas de Serigrafia, Instrumentos de Bambu, Mosaico, Reciclagem de papel, Malabares e Teatro. Às 16 horas, tem teatro e recitais. A noite, o show fica por conta de Assovio, Gato Zarolho, Dona Maria,Poeira Nordestina e Margem Now (banda do Pirralho, André, Danilo e Binho - Ex-Cogumelos).


E no domingo, dia 20, às 14 horas, tem espaço de vivência e cinema. Às 17 horas, tem grupo de discussão, e logo após apresentações folclóricas. Para finalizar, as atrações musicais são Slipper`s, Escrúpulo Douda, Dharma, Gravidade Zero e Abismo.

O FUCA conta com o apoio da Universidade Federal de Alagoas, Secretaria Executiva de Cultura do Estado e Rádio Educativa FM 107,7MHz.

14.2.05

Reformulando o parafraseado

O Poeta fingi sentir a dor que ele fingi que não sente...

13.2.05

Um pouco de vômito

Saudade.... Saudade... Saudade... Sentimento estranho que traz sensação de vazio. Saudade de quando a caneta e o papel capitavam com excelência a essência momentânea de meu ser. Saudade dos jogos de capoeira. Dos churrascos à beira da piscina. Das cervejas intermináveis regadadas a muito caldinhos de peixe e feijão no "buraco da Andréia". Saudade daquele velho cigarro após o cafezinho da cantina, sentado naquele banco azul. Das andanças de biciclita, de quando a passagem do transporte urbano custava apenas centavos. Dos primeiros shows da Cogumelos. Saudades do meu EU ausente de sentimentos tão presentes que chegam a parafrasear um parafraseado de meu pai: "O poeta fingi sentir a dor que ele não sente"... ou coisa parecida. Saudade das aulas de eletrônica. Dos violões nas areias noturnas da praias. Saudades suas naqueles tempo que tenho agora saudade. Quando tudo ainda era simples e eu quis conquistar o mundo. Saudades dos pequenos erros. Saudade de antes de nos encontrarmos de novo. De quando te pedi um tempo e te dei um murro. Saudades de mim mesmo, de minha estória com final feliz...

Talvez deve-se chorar todas as lágrimas possíveis em prestações necessárias, para que o resevartório vazio dê lugar para um passe qualquer do destino.

10.2.05

Uma lágrima de boa noite

Dando sorte ao azar
Nesse caos inocente
Entre traço e retalho
O perdão e o pecado

Coração machucado
Esse samba indecente
Essa gente que ama
Um amor imprudente

Uma lágrima de boa noite
Toda noite

Dando azar para a sorte
Em destino vadio
Se estar por um fio
Entre a morte e a morte

Um sussuro no ouvido
Entre quatro paredes
Um habitat tão promíscuo
Soletrando o desejo

Uma lágrima de boa noite
Toda noite

Na gaveta da memória
Ao lado do porta-retrato
Bem pertinho do cheiro
Está guardado o seu beijo

Se a partida é difícil
Pode até não vencê-la
É no sono vazio
Em que abro a gaveta

5.2.05

Não morre mais?

De onde veio esse jargão tão sem sentido?

Duas pessoas A e B conversam sobre uma bendita pessoa C e esta resolve aparecer entre as pessoas A e B justamente durante esta conversa, então a pessoa A ou a pessoa B ou ainda, as duas pessoas, A e B, dizem:
- Não morre mais.

Não morre mais pq.? Pq. se eu não aparecesse eu morreria?!?!

Bah...

Baseado em Fatos Reais...

Nem tudo o que é molhado é cerveja, nem tudo que é seco é garganta.

3.2.05

Piada

O cara liga para casa numa tarde para saber o que a esposa vai fazer para o jantar:
- Alô? - Diz uma vozinha de criança.
- Oi querida, é o papai, mamãe está perto do telefone?
- Não, papai. Ela está lá em cima no quarto com o tio Frank.
Após alguns segundos o cara diz:
- Mas querida, você não tem nenhum tio Frank!!!
- Sim, eu tenho e ele está lá em cima no quarto com a mamãe.
Após mais alguns segundos:
- Querida, faça um favor pra mim: suba correndo as escadas, bata na porta e grite para mamãe e o tio Frank que o carro do papai acabou de parar em frente a casa.
- Tá bom, papai.
Alguns segundos depois volta a garotinha:
- Pronto papai, eu já disse.
- E o que aconteceu?
- Mamãe pulou da cama pelada e começou a gritar e correr desesperada até que caiu pela janela da frente...
- Ai meu Deus!!! E o tio Frank?
- Saiu correndo pelado também, pulou da janela do fundo para a piscina, mas acho que ele nem viu que a piscina tava vazia.
Uma longa pausa e o cara diz:
- Piscina??? Quem é que tá falando?
- É a Robertinha.
- Não é a Tatinha, qual o número daí?
- 555-1313.
- Ai meu Deus!!! Desculpe... Foi engano...

2.2.05

Produto do Meio?

O Determinismo vem do Naturalismo e diz que: O Homem é Produto do Meio.

Zola descreve a vida dos operários nas minas francesas da mesma forma:

No veio, o trabalho dos britadores tinha recomeçado. Muitas vezes eles apressavam o almoço para não perderem o calor do corpo; e seus sanduíches, comidos numa voracidade muda e naquela profundidade, transformava-se em chumbo no estômago. Deitados de lado, golpeavam mais forte, com a idéia fixa de completar um número elevado de vagonetes. Tudo desaparecia nessa fúria de ganho tão duramente disputado, nem mesmo assim sentiam mais a água que escorria e lhes inchava os membros, as cãibras resultantes das posições forçadas, as trevas sufocantes onde eles descoravam como plantas encerradas em adega.

E este mesmo exemplo podemos reparar na grande obra de estética naturalista brasileira: O Cortiço.
Que defende que o seres degradados são originados do ambiente degradados de onde vivem.

Pois bem... EU DISCORDO !!!

O HOMEM NÃO É PRODUTO DO MEIO.

Sim, o meio exerce grande parte do reflexo do espelho dos seres humanos, principalmente os de caráter ordinário, aqueles que não possuem a capacidade de julgar as atitudes e ações da natureza em sua volta. Poderia puxar este assunto até para o lado espírita, onde o espírito inferior nasce inferior em um ambiente inferior e assim possui maior dificuldade de se elevar e suprir as suas provas. A verdade é que as pessoas podem ser corrompidas pelas facilidades de recursos ou dificuldades dos mesmos, pela falsiabilidade das coisas. Pelo dogma do "sobreviver" e não do "viver" cuja própria sociologia conceitua, talvez até erroneamente sobre o meu ponto de vista. E partindo daí, para se sobreviver é preciso se disponibilizar ou se inclinar para certos lados ou opções que às vezes nem lhe são dadas. Mas que sabemos que ninguém é obrigado a nada, além que na prática não parece ser assim. Não prolongando mais este raciocínio, esclareço unica e exclusivamente que o homem é fortemente influenciado pelo meio, mas nunca será determinado pelo mesmo, ele é determinado pelas ações que ele escolhe para sobreviver ao meio em que vive ou que ele escolhe para viver no meio em que sobrevive.